SIMPÓSIOS

SIMPÓSIOS APROVADOS

1) ENSINO DE LÍNGUAS ESTRANGEIRAS NO BRASIL: PERSPECTIVAS E DESAFIOS PARA O SÉCULO XXI

Coordenador(a): Georgiana Márcia Oliveira Santos, Heloísa Reis Curvelo Matos

Resumo: Numa breve retrospectiva histórica, reconhecem-se importantes estudos realizados no Brasil e no mundo sobre o ensino de línguas estrangeiras, a saber: Carneiro Leão (1935), Schmidt (1935), Widdowson (1978), Chagas (1979), Almeida Filho (1993), Celani (1997, 2000), entre outros. Ancorando-se em tais estudos e levando em consideração o contexto de anseios e exigências do século XXI, constata-se a necessidade de uma cuidadosa revisão, atualização e adequação daquilo que tem sido o epicentro dos processos de ensino e de aprendizagem de línguas estrangeiras. Nesse sentido, este simpósio objetiva promover um espaço de encontro e de compartilhamento de experiências sobre as perspectivas e os desafios dos processos de ensino e de aprendizagem de línguas estrangeiras no âmbito da educação Básica e Superior brasileiras no século XXI. Para tanto, busca-se propiciar um amplo debate entre pesquisadores, professores da rede pública e privada de ensino, entre alunos de graduação e pós-graduação de Letras e áreas afins, e demais pessoas interessadas, recebendo-se neste simpósio trabalhos em andamento ou finalizados que versem sobre temas como: a) políticas públicas para o ensino de línguas estrangeiras; b) novas abordagens e concepções para o ensino de línguas estrangeiras; c) descrição e análise linguística; d) literatura e literatura comparada; e) material didático de línguas estrangeiras; f) metodologias ativas e práticas inovadoras no ensino de línguas estrangeiras; g) tecnologias e o ensino de línguas estrangeiras; h) formação profissional inicial e continuada de professores de línguas estrangeiras; i) questões curriculares no ensino de línguas estrangeiras; j) múltiplos letramentos e múltiplas linguagens no ensino de línguas estrangeiras; l) variação linguística no ensino de línguas estrangeiras; m) identidade e cultura no ensino de línguas estrangeiras; n) implicações do estágio supervisionado nos processos de ensino e de aprendizagem de línguas estrangeiras; o) aspectos da tradução no ensino de línguas estrangeiras, a fim de se fortalecer as reflexões e de se inovar as práticas na área de línguas estrangeiras no Brasil.

Palavras-chave: Línguas estrangeiras; Ensino; Práticas educativas.

2) ESTUDOS DO PORTUGUÊS BRASILEIRO: O LÉXICO E A SINTAXE EM FOCO

Coordenador(a): Georgiana Márcia Oliveira Santos, Luís Henrique Serra

Resumo: Os estudos do léxico e da morfossintaxe do português brasileiro têm se avolumado em diferentes perspectivas, sobretudo, quando se considera a importância da relação existente entre esses níveis de análise linguística para a produção de sentidos e de usos dessa língua por diferentes tipos de usuários, em diferentes espaços sociais (ILARI, 2012). Dentre as temáticas que podem ser trabalhadas dentro dos espectros léxico, morfologia e sintaxe, pode-se destacar: aquisição da linguagem materna, estrutura morfológica e sintática das palavras utilizadas por diferentes grupos sociais, fenômenos morfossintáticos como a preservação ou apagamento de formas morfológicas e sintáticas que indicam aspectos gramaticais das línguas naturais, a ambiguidade e outros efeitos de sentido nas orações, processos morfológicos e sintáticos de criação de palavras, a gramaticalização, entre tantos outros temas que têm sido objeto de pesquisas produzidas por diferentes pesquisadores do Brasil e de outros lugares do mundo. No que se refere à língua portuguesa, graças a esses estudos, tem sido possível se perceber as características lexicais, morfossintáticas e pragmáticas do português do Brasil e de outros países lusófonos, além de ter sido possível criar subsídios tecnológicos educacionais a partir dessas pesquisas. Fora esses aspectos, é interessante notar também os campos de estudos que se preocupam com essas temáticas, como a Dialetologia, a Sociolinguística, a Linguística Aplicada, a Pragmática, a Linguística Textual, entre outros campos de estudos que têm tomado essa relação como um objeto de estudos para explicar muitos dos fenômenos existentes nas diferentes línguas naturais. Buscando dar visibilidade a esses diferentes trabalhos e criar um espaço de discussão em que se possa entender melhor como se dá no cotidiano essa relação e como cada campo se apresenta nos usos individuais e coletivos dos usos da língua por parte dos diferentes grupos de falantes em diferentes situações sociais, este simpósio recebe propostas de trabalhos na área do léxico e da morfossintaxe do português brasileiro em diferentes perspectivas de análise dos fenômenos da linguagem natural, originárias de pesquisas de iniciação científica, mestrado e doutorado, ou outros, podendo ser apresentadas propostas de estudos de perspectivas do português brasileiro com outras variedades do português ou com outras línguas naturais.

Palavras-chave: Léxico; Morfossintaxe; Português brasileiro.

3) ESPAÇO, MEMÓRIA E SUBJETIVIDADE NAS LITERATURAS DE LÍNGUA PORTUGUESA

Coordenador(a): Márcia Manir Miguel Feitosa

Resumo: A proposta deste simpósio é promover a interlocução entre as literaturas de língua portuguesa no que tange aos fenômenos do espaço, da memória e da subjetividade, levando em consideração os estudos desenvolvidos no âmbito da interdisciplinaridade, mais especificamente, no âmbito do diálogo entre a Literatura e a Geografia Humanista Cultural, de base fenomenológica. Para além desse instigante diálogo, subsiste a perspectiva da memória, entrelaçada com o sujeito e o seu lugar no mundo, a formarem, portanto, uma tríade reflexiva. Sob o prisma de Yi-Fu Tuan, Eric Dardel e Edward Relph, convergirão as análises a partir dos conceitos e princípios da Geografia Humanista Cultural, vertente geográfica voltada à valorização do indivíduo na sua experiência sobre a Terra, onde a essência do ser se encontra no vínculo firmado com o lugar, “base e meio de sua realização” (DARDEL, 2011, p. 31). No tocante à perspectiva da memória, na sua relação com a subjetividade, as reflexões críticas de Maurice Halbwachs, em A memória coletiva (2006), e de Paul Ricoeur, em A memória, a história, o esquecimento (2007), podem suscitar profundos debates no diálogo com a literatura e com o espaço, na medida em que “cada memória individual é um ponto de vista sobre a memória coletiva, que este ponto de vista muda segundo o lugar que ali ocupo e que esse mesmo lugar muda segundo as relações que mantenho com outros ambientes”. (HALBWACHS, 2006, p. 69) e “é principalmente na narrativa que se articulam as lembranças no plural e a memória no singular, a diferenciação e a continuidade”. (RICOUER, 2007, p. 108). Assim, convergentes, tais fenômenos se refletem em prosa e verso, sobretudo, quando do advento da Pós-modernidade no contexto contemporâneo, permeado pela fragmentação identitária e pelo deslocamento espaço-temporal. Serão, deste modo, bem-vindos os estudos que visam primar pelo conjunto polêmico e complexo dessas questões.

Palavras-chave: Espaço; Memória; Literatura.

4) (DES)CAMINHOS DA HISTORIOGRAFIA LITERÁRIA NO SÉCULO XXI

Coordenador(a): Danglei de Castro Pereira, Claudia Letícia Gonçalves Moraes

Resumo: Os trabalhos apresentados neste simpósio promovem reflexões sobre o percurso historiográfico enquanto fator de discussão do objeto literário em um processo de revisitação da tradição literária em sua polêmica relação com a Teoria da Literatura, o ensino de literatura e os estudos sobre o cânone em um processo de constante revisão e reflexão crítica. A ideia central é aglutinar pesquisas que abordem os caminhos trilhados pelo método historiográfico enquanto possibilidade de discussão do traço heterogêneo inerente à diversidade literária brasileira, sempre em diálogo com fontes da América Latina e as inúmeras influências e marcas europeias. Entendemos como tradição na aresta das colocações de Todorov (1994), os intrincados aspectos da tradição que resultam do contato e ressonâncias temáticas e/ou estéticas em diferentes obras ao longo do tempo, o que delimita uma fonte temática de influência dentro de um conjunto de produções literárias em dada sociedade. Entendemos que por meio da tradição os temas culturais são retomados e discutidos ao longo do tempo, conduzindo, neste percurso, a pontos temáticos em constante diálogo dentro de um determinado recorte temporal, historiográfico. No que se refere ao conceito de Canon literário adotaremos as colocações de Bloom (1991) e Kothe (1992, 1993) de forma a ampliar os limites fixos da Historiografia literária, conforme Nunes (1991) em um processo de revisitação reflexiva no âmbito da historiografia literária não só no Brasil, como em um contexto mais amplo. Os trabalhos inscritos no simpósio devem problematizar e discutir os fatores da construção do cânone literário, entendido como lugar da diversidade e não apenas como elemento de cristalização de autores e obras. Assim, serão considerados no delineamento dos trabalhos apresentados neste simpósio, os pressupostos estabelecidos pela Teoria da Literatura e a relevância da Historiografia Literária Brasileira em permanente diálogo com o sistema educativo universitário brasileiro e sua relação com a formação de educadores literários, em um sistema articulado que busca compreender a relação entre Literatura, História e Sociedade. Os trabalhos submetidos no simpósio devem abordar ecleticamente a relação entre literatura, história da literatura e tradição literária no que se refere não só ao delineamento do conceito de tradição, mas de identidade cultural em suas diferentes manifestações de gênero, incluindo a prosa de ficção e a poesia. Abordagens que focalizem a relação entre os estudos literários e o ensino de literatura também serão bem vindas no escopo de discussões propostas pelo simpósio.

Palavras-chave: Revisão do cânone; Historiografia literária; Ensino de literatura.

5) TECNOLOGIAS DIGITAIS E AS DIVERSAS MANEIRAS DE EXPRESSÃO DA LÍNGUA (GEM)

Coordenador(a): Manuela Maria Cyrino Viana, Veraluce da Silva Lima

Resumo: O computador se tornou uma ferramenta para auxiliar o processo de ensino-aprendizagem, possibilitando ao aluno vivenciar situações que facilitam o desenvolvimento de suas potencialidades de maneira lúdica. Hoje, a internet e seus mais variados softwares e aplicativos vieram possibilitar novas relações sociointerativas entre as pessoas, independente do lugar em que se encontrem. A internet não é um simples instrumento de comunicação, mas, um ambiente cultural que cria novos territórios e faz parte da realidade de qualquer pessoa. Com o advento da internet, a natureza da comunicação se transformou radicalmente, introduzindo novos gêneros textuais e práticas discursivas diferenciadas das convencionais, favorecendo o funcionamento de redes sociais no mundo inteiro. Dentre essas redes, destacam-se o Facebook, o Instagran, o WhatsApp, as quais têm favorecido mudanças por meio da acessibilidade de dispositivos móveis, oportunizando, por exemplo, a criação de vínculo afetivo e intelectual entre seus usuários, tendo na língua (gem) sua forma de desvelamento. O propósito deste Simpósio é promover discussões em torno de um campo de estudos muito relevante, embora ainda em processo de incorporação cultural: as tecnologias digitais e a língua (gem), possibilitando um intercâmbio de informações sobre as tecnologias digitais, mais especificamente a internet e o que está a ocorrer com a língua (gem) no espaço virtual. Também podem ser incluídos, nestas trocas de informação, artefatos tecnológicos que possibilitam a realização de estudos, pesquisas, buscas por atualizações de saberes, exigindo mais compromisso, mais lucidez de pensamento, emoção e ação dos que se valem desses instrumentos. Nesse sentido, o Simpósio abarcará trabalhos resultantes de reflexões sobre as tecnologias digitais e o uso da língua (gem), em tempos de comunicação mediada por aparatos tecnológicos que têm a internet como uma tecnologia digital a qual materializa a língua por meio de textos produzidos no processo de interação entre os indivíduos, na divulgação do conhecimento construído nas diversas áreas do saber.

Palavras-chave: Língua (gem);Tecnologias digitais; Redes sociais.

6) A ESCRITA OSMANIANA E AS POSSIBILIDADES DA CRIAÇÃO LITERÁRIA

Coordenador(a): Maria Aracy Bonfim

Resumo: Para o I Congresso Nacional de Linguística Aplicada (CONALA) e IV Encontro Nacional de Ficção, Discurso e Memória (ENAFDM), trazemos como proposta temática este simpósio que deverá apresentar ensaios acerca da obra de Osman Lins (1924 – 1978) em diversos níveis e gêneros – considerando que o escritor pernambucano deixou legado literário amplo e variado (prosa, teatro, ensaio, etc.) e que permite, sobretudo, que as discussões literárias assumam um nível de profundidade de considerável importância para que fortaleçam-se as bases da crítica literária. Análises que perpassam a relação da escrita osmaniana com outras artes ou mesmo outros textos, mas que se apresentam no nível textual e que, sobretudo, liga-se inapelavelmente ao meio, ao mundo – às relações e às preocupações de toda ordem: políticas, sociais, educacionais etc. Em sua obra ensaística Guerra sem Testemunhas (1969, p. 221), Osman Lins afirma: “O texto encerra uma condenação implícita a todo empreendimento concentrado em si mesmo – como é o caso, em nossos dias, da pesquisa cientifica em alguns de seus ramos – desarme-se e volte as costas aos demais problemas. Circunscrevendo-o ao campo de uma discussão, à qual se ajusta com propriedade, direi ainda que a atitude crítica, no criador de literatura, deverá estar atenta, não apenas ao aparecimento de um Stendhal, mas também à impostura, à artimanha. Teremos sempre na espada uma das mãos, não importa sejam altas e difíceis as paredes a edificar com a outra”. A busca incessante em elevar a literatura no Brasil e, inevitavelmente, a categoria dos estudiosos da literatura e que não se evade do compromisso com sua época, seu mundo, são parte essencial do projeto osmaniano e de sua conexão com o ofício que escolheu – a escrita. Sondar possibilidades e estabelecer conexões com o universo dos símbolos, das eras e da discussão acerca do espaço são o fulcro deste simpósio.

Palavras-chave: Osman Lins; Criação literária; Intertextualidade.

7) A LITERATURA OS OUTROS SIGNOS, SISTEMAS ARTÍSTICOS E MÍDIAS: ATUALIDADES, DEBATES E RESSIGNIFICAÇÕES

Coordenador(a): Douglas Rodrigues De Sousa, Sueleny Ribeiro Carvalho

Resumo: Os movimentos de criação e recriação são incessantes. Aquilo que era aquilo a qualquer instante pode não mais ser aquilo, que preserva ou estabelece um diálogo com seu formato anterior. O sistema dos signos artísticos funciona como um rizoma sem fronteiras, para além de sua matriz de origem, mas que diz muito do seu processo, do seu resultado e de quem o produziu. Seja com as terminologias de adaptação, recriação, transposição, transmutação, tradução, transcriação... o debate da literatura com as outras artes ou sistemas semióticos segue sempre atual, revestido de discussões profícuas e com novos sentidos acrescentados. Daí o incessante ciclo de produção e de transferências de uma arte para outra. Com este simpósio temático, objetivamos discutir, apresentar, debater o diálogo da literatura com as artes – pintura, cinema, música, dança, fotografia, escultura, canção – e também com as diferentes mídias como: HQ’s, RPG, telenovelas, séries, blogs, vídeo games. Pensamos aqui a literatura mais que um produto e fenômeno social, bem como inserida e parte do mass media, e também de como essas mídias e signos utilizam o objeto literário enquanto fonte primeira ou secundária. As contribuições para este simpósio temático podem vir/partir de vários estudiosos e pesquisadores do tema ou que pretendam se lançar no estudo da literatura com outros sistemas e relações, nos estudos comparatistas. Pretendemos, ainda, expandir e discutir os atuais conceitos de literatura que atravessam e fazem parte dos cotidianos humanos em diálogo com as diferentes expressões artísticas, às vezes mais explícitas outras nem tanto. Portanto, na contemporaneidade, nenhum objeto permanece isolado, trocas culturais, artísticas e midiáticas ocorrem a todo instante. É isto, sobretudo, que aqui analisaremos.

Palavras-chave: Literatura e outras artes; Literatura e mass media; Recriação/Adaptação/Apropriação; Mídias.

8) TECNOLOGIAS DIGITAIS E APRENDIZAGEM DE LÍNGUAS

Coordenador(a): João da Silva Araújo Júnior

Resumo: Este simpósio tem como objetivo promover discussões a respeito do processo de aprendizagem de línguas mediado por tecnologias digitais. Nesse sentido, acolheremos estudos relacionados a: mediação tecnológica no processo de aprendizagem de línguas adicionais; Possibilidades e especificidades do ensino e da aprendizagem de línguas mediados por tecnologias digitais; aprendizagem de línguas e autonomia no contexto tecnológico contemporâneo; tendências e desafios contemporâneos do ensino e da aprendizagem de línguas mediados por tecnologias; e aplicativos digitais para ensino e aprendizagem de línguas.

Palavras-chave:

9) POESIA E CONTEMPORANEIDADE

Coordenador(a): RAFAEL CAMPOS QUEVEDO

Resumo: Este simpósio pretende discutir a produção poética e teórica sobre poesia do século XXI sob o viés tanto das mutações atuais sofridas pelo gênero lírico quanto das variações de perspectiva assinaladas pela teoria e pela crítica atual sobre poesia. Tais mudanças não necessariamente precisam pertencer ao âmbito do que se convencionou chamar pós-modernidade (ou pós-modernismo), mas incluem também as mutações enfeixadas pela noção de “modernidade tardia” ou simplesmente de “contemporâneo”. Serão aceitos trabalhos que versem sobre a poesia do século XXI, sobre a produção crítica e teórica desse período e também leituras contemporâneas de autores de qualquer outro período literário desde que assinalem um viés atual de apreciação do passado.

Palavras-chave: Poesia lírica. Teoria sobre poesia. Contemporaneidade.

10) LÍNGUA PORTUGUESA - NORMA, ENSINO A VARIAÇÃO

Coordenador(a): Ana Lúcia Rocha Silva

Resumo: Objetiva-se com este simpósio promover discussões e análises sobre o ensino de língua portuguesa em situações de uso, pontuando sobre as modalidades da língua, a normatividade, bem como sobre as variações existentes nas sociedades lusófonas. Essas análises poderão se estender, dentro desse contexto, até aos ensinos de lingua portuguesa contidos nos manuais didáticos; percorrendo caminhos sobre as apresentações dos conteúdos ensinados e suas realidades entre os usuarios da língua. Ainda poderão ser percorridos caminhos sobre o ensino de língua portuguesa, perpassando pela formação docente, sinalizando uma urgência de se efetivar um ensino de qualidade que atenda às necessidades e anseios dos educandos, com vistas a sua acessibilidade e ascençao social. Acredita-se que não é o ensino de língua portuguesa que vai mal, mas todo o sistema educacional do nosso país tem tido dificuldades. Em se tratando de língua portuguesa, o caso se torna mais visível, visto que é a língua constitucionalizada que serve de meio comunicativo para trazer o ensino de outras áreas do conhecimento; daí se chega a seguinte conclusão: se o educando não consegue interpretar ou se expressar, consequentemente não saberá responder uma questão de outra disciplina, que dependa de interpretação. A escola tem avançado positivamente quando se propõe a ensinar a língua portuguesa, mostrando sua heterogeneidade, valorizando as variedades constatadas pelos usuarios. A insistência para continuar sendo ensinadas as normas prescritivas, não apontam para uma resposta positiva que apresente ao finalmente um educando com dominio sobre a língua padrão. Contudo, essa insistencia apenas se torna uma fundamentação teórica que serve de base para serem descobertas as diversidades linguísticas, as diferentes características nas modalidades oral e escrita. Nesse particular, está a linguística que muito tem contribuído para a desconstrução de um ensino pautado tão-somente na normatividade. Dessa forma, e frisando que se vive em uma sociedade globalizada e de informação urge que se pense saídas contributivas para um exitoso ensino-aprendizagem de língua portuguesa.

Palavras-chave: Língua portuguesa; Ensino; Análise.

11) LÍNGUA, CULTURA, IDENTIDADE E O ENSINO/APRENDIZAGEM DE LÍNGUAS EM CONTEXTOS DIVERSOS

Coordenador(a): Monica Fontenelle Carneiro

Resumo: Segundo Hall (2005), é por meio da interação que resulta das experiências do homem no mundo e das relações que se estabelecem entre ele, os outros e o meio em que vive, envolvendo linguagem, cultura, história e sociedade, que se constituem as identidades. Tendo o ensino/ aprendizagem de línguas como espaço de mediação cultural, buscamos, neste simpósio, reunir investigações e experiências que possam contribuir para a discussão das concepções teóricas e/ou metodológicas que se mostram relevantes nesse processo que acontece em diferentes contextos de ensino (língua materna e não materna, estrangeira/ adicional, de herança, de acolhimento etc.), abordando fenômenos diversos, tais como: bilinguismo, multilinguismo, interculturalidade, multiculturalidade, herança; assim como propiciar debates que enfoquem os desafios relativos à seleção e/ou elaboração de manuais didáticos adequados a essas realidades e à formação de profissionais na área, promovendo a troca de conhecimentos e a divulgação das pesquisas em desenvolvimento ou já concluídas nesse campo.

Palavras-chave: Língua. Cultura. Identidade. Ensino/ Aprendizagem de Línguas.

12) DISCURSOS SUJEITOS E IDENTIDADES- SIMPÓSIO FECHADO

Coordenador(a): Mônica da Silva Cruz, Ilza do Socorro Galvão Cutrim

Resumo: Um dos consensos entre várias perspectivas teóricas que se propõem a discorrer sobre o tema identidade está o fato de as identidades serem entendidas como processos, como dimensões que se transformam com os movimentos, as tensões e os conflitos de poder, que surgem ao longo da história (GREGOLIN, 2008). Na Análise de Discurso francesa (AD), as identidades são tomadas como efeitos de sentido produzido na e pela linguagem (GREGOLIN, 2008). Centro das discussões acerca das temáticas identitárias, o sujeito, nos estudos discursivos de vertente francesa, é uma instância social que pode assumir múltiplas identidades, pois não está na origem do seu dizer. Antes dele algo fala antes, por isso é um lugar discursivo marcado por sentidos fragmentados, abertos a serem sempre outros. Na perspectiva da AD, não há um sentido primeiro, gênese do dizer; os sentidos produzidos na e pela linguagem são cambiáveis e constantemente atravessados por outros sentidos. Dessa afirmação surge o entendimento de que o sujeito tem suas identidades construídas por práticas discursivas e não discursivas (FOUCAULT, 2008), em movimentos descontínuos, não lineares, em uma sociedade marcada por deslocamentos velozes e constantes. Ao contrário de buscar compreender o sujeito como um dado, trata-se de compreender os processos que o formam, a partir de um conjunto de práticas discursivas que instituem o próprio sujeito de que fala. Nas bases dessas considerações está uma compreensão da linguagem que considera os significados não como elementos autônomos, à espera de serem descobertos e postos em forma pela língua, pois eles não preexistem à enunciação, ao discurso. Os discursos, por sua vez, não são blocos de palavras que representam as coisas do mundo; não são simples "conjuntos de signos”, são práticas que formam sistematicamente os objetos de que falam (VEIGA-NETO, 2012). Nessa direção, os trabalhos que compõem este simpósio analisam a construção de diferentes manifestações identitárias pelo viés discursivo, em várias materialidades. O discurso aqui é compreendido como lugar onde se entrelaçam língua, sujeito e história.

Palavras-chave: Discursos; Sujeitos; Identidades

13) DESCORTINANDO SENTIDOS: CONSTRUÇÃO LINGUÍSTICA E PERTINÊNCIAS ENUNCIATIVAS

Coordenador(a): Joana Darc Rodrigues da Costa, Waldemar Duarte de Alencar Neto

Resumo: O uso da língua se realiza, essencialmente, por motivações argumentativas. As demandas de pertinências enunciativas mobilizam os sujeitos a formularem direcionamentos argumentativos a partir de seus referenciais históricos. Assim, as construções linguísticas, aqui formuladas como Formação nominal, não apenas descrevem os fatos como em um ato puro de referência, mas, sim, são manifestações que revelam os sentidos e os posicionamentos de sujeitos enunciativamente históricos. Compreendendo a língua como uma manifestação política regida por questões enunciativas, este simpósio propõe uma discussão sobre o funcionamento da língua, tal como proposto pela Semântica do Acontecimento, orquestrada inicialmente por GUIMARÃES (2002) e seus seguidores, como DIAS (2000). Nesse oportunidade, convidamos pesquisadores que olham para a língua em busca das designações/sentidos tendo em vista que essas se constituem no acontecimento enunciativo, ou seja, funcionamento da língua, que é político e histórico, (GUIMARÃES, 1995, 2002), projetadas no acontecimento e motivadas por pertinências sociais e sustentados por referencias, os quais conduzem as articulações projetados pelos sujeitos, como propõe Dias (2010 – 2015). Motivados em observar os acontecimentos e as mudanças da sociedade, e como estas são discursivisadas, uma vez que a relação com o real é histórica, nossa proposta se justifica pela importância que tem a significação na vida do homem, de uma comunidade. Assim, almejamos contribuir para o estudo da designação de expressões que surgem (ou que são formuladas) em cenas enunciativas e em seus espaços de enunciação cuja demanda é de ordem enunciativa. As expressões linguísticas significam no enunciado pela relação que adquirem com o acontecimento em que funcionam.

Palavras-chave: Formação nominal; Pertinência Enunciativa; Designação.

14) INTIMIDADE (EM)CENA: MEMÓRIA E ESCRITA DE SI POR ENTRE ESPAÇOS DE REFERÊNCIAS NA LITERATURA MODERNA E CONTEMPORÂNEA

Coordenador(a): Silvana Pantoja, André Pinheiro

Resumo: O presente simpósio acolhe trabalhos com ênfase na relação entre memória e espaço na literatura moderna e contemporânea. O que se lê na escrita de si ou na narrativa memorialística é sobre a vida do autor, revivendo experiências, remoendo e expurgando culpas ou é a reconstrução de fatos mediados pela ação criativa, por um eu que já não é o mesmo, distanciado dos acontecimentos no tempo e no espaço, que põe em cena a escrita imaginativa? De uma forma ou de outra, o que está em jogo é o caráter estético da obra. As narrativas memorialísticas vêm carregadas de vestígios, rastros de quem as produziu, de seus momentos de produção, possibilitando-nos um olhar atemporal sobre as esferas da comunicação, da expressão e dos perfis humanos de diferentes épocas. O texto memorialístico é perpassado por vivências em tempo e espaço delimitados, cujos lugares carregam as marcas do sujeito que se pronuncia. Assim, vale questionar como as lembranças são ressignificadas no texto literário; como os espaços ganham força, a partir de agenciamentos de lembranças particulares ou aquelas que testemunham vivências do outro. Dentre os espaços possíveis de análise, citemos o íntimo, como a casa da primeira infância, com seus nichos a confidenciar segredos, a revelar o cotidiano familiar que se entrelaça e corporifica-se no ser, espaços topofílicos no dizer de Bachelard ou aqueles distópicos, que expurgam, segregam, marginalizam, como o sertão, com suas mazelas sociais; a cidade, com suas adversidades, a modelar comportamentos, impulsionados pelo consumismo e individualismo. Os espaços nas narrativas memorialísticas exercem relevante importância porque trazem as marcas de subjetividade, quer seja em relação ao caráter psíquico, cultural, de costumes ou de tradição. A reconstrução dos fatos a partir dos espaços vai ao encontro do que Maurice Halbwachs (2006, p.55), denomina de reconhecimento por imagens: “ligar a imagem (vista ou evocada) de um objeto a outras imagens que formam com elas um conjunto e uma espécie de quadro, é reencontrar as ligações desse objeto com outros que podem ser também pensamentos ou sentimentos”. Desse modo, a representação literária demarcada por espaços físicos, sociais ou simbólicos, pode contribuir para a interpretação de tempo histórico e social, de acordo com os impactas das imagens que se lhes apresentam. Assim, a variabilidade de formas e meios com que os espaços em suas interfaces com a memória podem ser abordados em uma obra literária proporciona, de modo equivalente, um grande número de possibilidades interpretativas e metodológicas.

Palavras-chave: Literatura. Espaço. Memória. Escrita de si.

15) LETRAMENTO LITERÁRIO: MÚLTIPLAS PERSPECTVAS

Coordenador(a): Jeanne Sousa da Silva, Diógenes Bueno Aires de Carvalho

Resumo: O presente simpósio tem por objetivo ampliar as discussões em torno dos processos de letramento literário em âmbito escolar. A leitura escolar deve contemplar o aspecto formativo de educando, estimulando-lhe a sensibilidade estética, a emoção, o sentimento [...] o texto literário tem muito a contribuir para o aprimoramento pessoal, para o autoconhecimento, sem falar do constante desvelamento do mundo e da grande possibilidade que a leitura de determinada obra oferece para o descortínio de novos horizontes para o homem, no sentido da formação e do refinamento da personalidade. Nessa perspectiva, a escola precisa compreender o ensino e a leitura do texto literário a partir da dimensão artística que este possui. Ler um texto literário pode não tornar o homem melhor ou pior, mas certamente o tornará mais humanizado, sensível às contradições e vicissitudes da vida (Silva e Silveira, 2013). Desse modo, o exercício da leitura literária, não pode centrar-se apenas na aquisição de habilidades de ler gêneros literários e, nem tão pouco, servir como pretexto para a identificação de questões gramaticais, mas precisa ser pensado como um exercício de compreensão e sobretudo de ressignificação do texto para todos os sujeitos envolvidos no ato de ler. Na perspectiva do letramento literário, o objetivo principal é tornar o aluno um leitor eficiente, dentro e fora do ambiente escolar. Para isso, na prática do letramento são criadas estratégias metodológicas que visam ampliar e fortalecer o ensino e a aprendizagem da literatura, buscando compreender o texto literário a partir de seu uso social. Com base nesses princípios, propõem-se a socialização das múltiplas possibilidades de leitura do texto literário em sala de aula.

Palavras-chave: Letramento. Literatura. Ensino.

16) ESTUDOS SOBRE A VARIAÇÃO LINGUÍSTICA NA LÍNGUA BRASILEIRA DE SINAIS: UM CONVITE À PESQUISA

Coordenador(a): Heridan de Jesus Guterres Pavão Ferreira, Zuleica Barros

Resumo: No Brasil, a Lei nº 10.436, de 2002 descreve a Língua Brasileira de Sinais – Libras como “uma forma de comunicação e expressão em que o sistema linguístico de natureza visual-motora, com estrutura gramatical própria, constitui um sistema linguístico de transmissão de ideias e fatos oriundos de comunidade de pessoas surdas do Brasil” (Brasil, 2002, p. 23). É sabido então, que a Libras é uma língua natural reconhecida por possuir os mesmos universais linguísticos que caracterizam as línguas orais, sendo possível analisar os aspectos fonológicos, morfológicos, sintáticos, semânticos e pragmáticos de acordo com as especificidades típicas da modalidade gestual e visual. Com isso, assim como qualquer língua natural, a Libras passa por processos graduais de variação e de mudança linguística decorrentes de motivações linguísticas e/ou extralinguísticas, condicionadas por fatores como escolaridade, faixa etária, gênero, mercado de trabalho, dentre outros. Soma-se a essa informação o crescente contato entre as variedades linguísticas nas diferentes regiões do Brasil. Nessa ótica, todas as variedades linguísticas precisam ser reconhecidas e valorizadas nos mais diferentes contextos comunicativos. Tendo como base essas questões preliminares e o pouco número de pesquisas que contemplem a questão em foco, este simpósio propõe discutir o fenômeno da variação linguística na Libras, tomando como referencial teórico as pesquisas Sociolinguísticas orientadas pelos estudos variacionistas de Wiliam Labov, bem como a contribuição dos estudos da Dialetologia e da Geolinguística.

Palavras-chave: Língua Brasileira de Sinais. Variação linguística. Pesquisa

17) PERSPECTIVAS CRÍTICAS E HISTÓRICAS SOBRE A LITERATURA MARANHENSE: do tradicional ao eletrônico

Coordenador(a): Emanoel Cesar Pires de Assis, Solange Santana Guimarães Morais

Resumo: O estado do Maranhão é reconhecido como um dos grandes celeiros culturais do país, foi berço de poetas e prosadores que impulsionaram a Literatura brasileira e ajudaram no processo de construção de uma identidade nacional. Nesse sentido, o simpósio aqui apresentado objetiva oportunizar aos pesquisadores que estudam a escrita de autores maranhenses uma compreensão das produções destes como representações escriturísticas de cenários de várias épocas históricas do Maranhão e, assim, ajudar no processo de identificação e construção de uma historiografia literária dos autores, obras, gerações, movimentos, escolas, agremiações, estilos e influências. Dentre as possibilidades ou estratégias de análises, os participantes do simpósio poderão apresentar reflexões críticas sobre as mudanças ou alterações na linguagem, na abordagem temática ou nas formas de expressões utilizadas por poetas, romancistas ou cronistas. Além disso, são bem-vindos, também, os trabalhos que objetivem expor um alargamento da produção literária maranhense, fortalecendo as já conhecidas obras de levantamento da nossa Literatura, como as de Jomar da Silva Moraes (1940-2016) e Josué de Sousa Montello (1917-2006). Os participantes poderão, ainda, propor trabalhos que objetivem perceber as descontinuidades do fazer literário tradicional, entre os autores maranhenses, rumo a um fazer moderno e até pós-moderno, reconfigurado, principalmente, pelos usos de novas bases epistemológicas ou, ainda, pela inserção dos aparatos tecnológicos, tanto no fazer literário das novas gerações quanto como possibilidade de expansão crítica, inserindo-se, aqui, temáticas como a construção de bancos de dados eletrônicos da historiografia literária maranhense, o uso de softwares para tratamento textual e caracterização de estilo (estilometria computadorizada) entre outros. Com base no exposto, ao término das apresentações e discussões, o simpósio prevê a construção de um panorama – sempre aberto e incompleto, uma vez que não se pode pensar de outra forma – sobre o que se tem produzido em termos de crítica a respeito da literatura do Maranhão.

Palavras-chave: Literatura maranhense; Crítica literária; historiografia literária.

18) CULTURA, IDENTIDADE E LITERATURA 'SURDAS': ENTROPIAS NO ENSINO DAS LÍNGUAS DE SINAIS

Coordenador(a): Aldenora Márcia Belo Pinheiro Carvalho, Teresa Cristina Lafontaine

Resumo: Nas últimas décadas, houve um crescente interesse pelas pesquisas acadêmicas sobre o tema da surdez e os meios de comunicação da pessoa surda ou com deficiência auditiva no tocante ao acesso destes ao ensino superior. A Língua Brasileira de Sinais – Libras –, além do amparo legal no que tange à difusão e reconhecimento desta modalidade de comunicação, conta também com as diligências dos movimentos sociais de inclusão (Brasil, 2002). Com a implantação das leis, a Libras ganhou notoriedade, e, dado seu caráter inclusivo, delineado como modo de reparação; as inevitáveis entropias ganharam discussões efervescentes no âmbito das pesquisas que versam sobre a fluidez de uma cultura surda, a natureza da identidade surda e, no campo estético, sobre a existência de uma ‘Literatura Surda’, próprio das temáticas investigadas na pós-modernidade, Bourdieu (2010), Morin (2007). Consequentemente, expressões como biculturalidade, cultura surda, identidade surda e ‘Literatura Surda’ ou ‘Literatura Infanto-Juvenil Surda’ passaram a fazer parte do léxico dos profissionais que atuam na área, incluindo nesse contexto, o aluno surdo, o intérprete, o instrutor e o professor de Libras, compondo entropias permanentes no ensino de Libras. Este simpósio, objetiva fomentar a interlocução sobre os conceitos de identidade surda, cultura surda e ‘literatura surda’; portanto, os participantes do simpósio poderão propor reflexões críticas sobre a perspectiva apresentada, analisando as nuances que norteiam o ensino da Libras na contemporaneidade. O simpósio acolherá contribuições relacionadas aos temas indicados nas palavras-chave ou afins a estas.

Palavras-chave: Cultura. Identidade. 'Literatura Surda'. Libras.

19) Literatura Infanto-Juvenil Africana e Afrodescendente de Língua Portuguesa: novos lugares e novas perspectivas

Coordenador(a): Rayron Lennon Costa Sousa, Algemira de Macêdo Mendes

Resumo: O simpósio de Literatura Infanto-Juvenil Africana e Afrodescendente pretende enfocar as produções literárias das respectivas temáticas no mundo lusófono, evidenciando as representações culturais e étnicas dos respectivos lugares de fala das protagonistas, bem como os ‘empoderamentos’ e os ‘sentimentos de pertencimento’ sob a ótica de novas perspectivas de leitura e análise. Partiremos, ainda, de pressupostos que relacionem literatura e sociedade, cuja relação deve propiciar o diálogo entre as mais diversas áreas do conhecimento. Assim, as discussões contemplarão o surgimento de personagens femininas, afrodescendentes, afro-brasileiras etc., contemplando também discussões sobre erotismo e sexualidade, ambas categorias analisadas a partir de uma ótica das identidades na pós-modernidade, refletindo criticamente sobre as contribuições dessas temáticas na formação do público leitor infanto-juvenil, considerando o universo da leitura como um dos constituidores da formação da psique humana. Portanto, pretende-se compreender as diferentes produções infanto-juvenis na Literatura de Língua Portuguesa, assim como analisar seus vieses a partir da relação dialógica entre leitor e obra no tocante ao processo de significação do texto literário.

Palavras-chave: Literatura Infanto-Juvenil. Literaturas de Língua Portuguesa. Afrodescendência. Afro-brasilidade.

20) Ficção Científica, Distopia e Gêneros Pós-modernos: Literatura, Cinema e outras artes

Coordenador(a): Naiara Sales Araujo Santos, Fabio Henrique Novais de Mesquita

Resumo: O presente simpósio tem o objetivo de discutir questões relacionadas à Literatura de Ficção Científica e seus diversos subgêneros. Buscamos trazer à baila estudos e reflexões que versem sobre esse tipo de narrativa ficcional, bem como sua ampla relação com outras formas de representação artística, a saber, cinema, vídeo game, quadrinhos, dentre outros. A relação Literatura e outros saberes vem sendo palco de constantes discussões, nas últimas décadas, seja pela necessidade de se estabelecer fronteiras, seja pelo fato de o homem pós-moderno apresentar uma identidade, cada vez mais, multifacetada e líquida. Na constante busca pela compreensão do homem, em diferentes momentos da história, a Literatura esteve atenta buscando descrevê-lo, a partir de sua relação com o outro e com o meio. A facilidade que a Literatura tem para dialogar com outras formas de artes tem proporcionado uma multiplicidade de releituras e reescritas da sociedade atual. Geografia, História, Filosofia, Sociologia, Cinema, Antropologia, Religião e tantas outras formas de conhecimento estão sempre presentes, explicita ou implicitamente, nas obras literárias, como elemento primário ou secundário, mostrando que o homem não existe por si só e que seus atos sempre dependerão de fatores externos.

Palavras-chave: Ficção Científica, Literatura, Cinema

21) Literatura Fantástica e Especulativa: O natural e o sobrenatural na Literatura, Cinema e outras mídias

Coordenador(a): Naiara Sales Araujo Santos, Lívia Fernanda Diniz Gomes

Resumo: O presente simpósio visa a discutir acerca das narrativas fantásticas e/ou especulativas nas Literatura, no cinema e em outras mídias. Aqui, serão enfatizados, dentre outros aspectos, o diálogo entre a Literatura Brasileira e Euroamericana com outras representações artísticas, no tocante às temáticas do Fantástico e sua interface com outros gêneros. Atenção especial será dada às figurações ficcionais da literatura e outra produções artísticas, sobretudo no que se refere ao impacto da tecnologia nas relações humanas, terreno ainda pouco explorado no universo da crítica literária, especialmente quando se trata da Literatura Fantástica e dos gêneros especulativos. Dessa forma, diferentes abordagens serão exploradas, a partir de diferentes teorias visando levantar discussões acerca das figurações dos gêneros especulativos e e literatura Fantástica no Maranhão, no Brasil e no mundo. Assim, são bem vindos trabalhos que contemplem autores como Aluísio Azevedo, André Carneiro, Coelho Neto, José Saramago, Plinio Cabral, Philip K. Dick, Poe, Humberto de Campos e outros que possam enriquecer as discussões aqui propostas. Também abordaremos discussões contemporâneas que versam sobre o homem pós-moderno e sua relação com o meio tecnologicamente desenvolvido, bem como aspectos político-sociais que influenciam nas transformações de elementos relacionados à identidade nacional e memória de um povo.

Palavras-chave: Literatura Fantástica; Sobrenatural; Cinema; Outras mídias.

22) LITERATURAS DE LÍNGUAS ROMÂNICAS PARA CRIANÇAS: INTERCULTURALIDADE, INTERCOMPREENSÃO E PLURILINGUISMO

Coordenador(a): Josilene Pinheiro Mariz, Patrícia Pinheiro Menegon

Resumo: No campo das Letras ou em qualquer outro espaço acadêmico e escolar, há uma constante discussão, baseada em dispositivos legais nacionais (LDB 9394/96), acerca da necessidade da formação de cidadãos com uma visão plurilíngue e intercultural. Conceitos como plurilinguismo e interculturalidade são fluídos, amplos e envolvem várias dimensões ao se definirem. A intercompreensão é definida enquanto metodologia que instiga à reflexão concernente à sensibilização e formação cidadã, promovendo e ativando o repertório linguístico e estimulando o desenvolvimento da competência plurilíngue e pluricultural de aprendizes em qualquer nível de escolaridade, conforme propõe Pinheiro-Mariz (2017). A ideia de interculturalidade pressupõe uma interação entre diferentes culturas de uma forma recíproca, favorecendo o convívio e a integração assente entre os sujeitos, numa relação fundamentada no respeito pela diversidade e no enriquecimento mútuo; tais concepções se aplicam também ao plurilinguismo no tocante às línguas e suas respectivas literaturas. Fomentadas pelas mídias digitais e pela fluidez das fronteiras linguísticas, o crescente interesse pelas pesquisas pertinentes ao plurilinguismo e à interculturalidade – àquelas vinculadas às Literaturas de Línguas Românicas, também denominadas línguas neolatinas ou latinas –, promovem debates, propõem novas abordagens e reconfiguram o olhar do professor em formação sobre a Literatura, especificamente aquela voltada para a criança, buscando novas experiências estéticas com o texto literário. Nessa perspectiva, pretendemos acolher, neste simpósio, trabalhos que discutam sobre a interculturalidade, a intercompreensão e o plurilinguismo a partir do texto literário de Línguas Românicas para crianças.

Palavras-chave: Literatura. Línguas Românicas. Intercompreensão. Criança

23) ESTUDOS DE TRADUÇÃO: LÍNGUA PORTUGUESA E LIBRAS

Coordenador(a): Heridan de Jesus Guterres Pavão Ferreira, Samara Santos Araújo

Resumo: A tradução, como afirma Oustinoff (2011), em seu próprio princípio é uma operação fundamental da linguagem. Não obstante, seus mecanismos permanecem desconhecidos, de forma que se torna indispensável discutir-se esse processo de passagem de uma língua para outra. No que tange ao processo de interpretação/tradução entre a Língua Portuguesa e a Língua Brasileira de Sinais (Libras) observa-se ainda mais necessidade investigativa, lançando-se mão de teorias e métodos, como a Teoria do Sentido (Théorie du Sens) que possui como premissa a não focalização da tradução/interpretação apenas nos aspectos linguísticos propriamente ditos, considerando outros elementos, tais como cultura e identidade, entre outros. Desse modo, este simpósio contempla trabalhos, estudos e pesquisas acerca da tradução/interpretação de textos em Língua Portuguesa e Libras em um diálogo que permite a interação de conhecimentos das duas línguas, ao mesmo tempo em que discute as estratégias usadas por professores visando ao acesso destas por meio dos estudos de tradução/interpretação.

Palavras-chave: Tradução. Interpretação. Língua Portuguesa. Libras